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Blog EntryJan 13, '09 7:42 AM
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Chegou o carnaval. Não conto mais os meses que passaram, não penso nos que ainda estão por vir. Santiago é minha casa, quando viajo, sinto falta da minha cama e dos meus postais expostos nas parades do quarto.

Mudei de ap, mudei de emprego, encontrei mais gente toda bonita. Conheci novos lugares, vi mais de perto os lugares favoritos – tudo no passado, dando às vistas nesse meu sorriso presente, cativando as manhãs ensolaradas de 2009.

Breve noticiário:

: Natal na antiga casa, baticum ao vivo, amigos e 48h de fuzuê.

: Ano Novo em Lisboa com novos camaradas jornalistas, desbravando a cidade dos loucos.

: A nova casa chama-se Vila do Chavez. Somos em 12, divididos em 4 apartamentos. Um andar de estudantes, dentro da cidade medieval, com um pátio em comum – onde dorme o barril.

: Se dan clases de inglés 697546650

:Henry Miller viveu, fodeu e escreveu em Clichy. Eu até agora dormi no boulevard, mas final de janeiro volto por aquelas paragens - ainda há tempo!

: Mariana voltou ao Brasil, mas nos encontraremos novamente em fevereiro aqui.

: Tiaguito é o mais novo cantor boêmio da Caldereria, aconchego das noites de quarta.

: Vivian, uma nova aquisição lusocarioca, aponta por estas terras em fevereiro. Vou buscá-la em Lisboa, pra não perder o costume.

No mais, saudades.

Jana


MusicOct 28, '08 6:15 AM
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Amor é Assim Acústico MTV Paulinho da Viola 


Photo AlbumSem pose - ou quaseOct 27, '08 9:21 AM
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dThumbnaild
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Adeus lanterninha que atende chamadas e recebe SMSs, por aqui fui levada a adquirir um trocinho que, aparte me manter acessível, faz fotos e vídeos - além de uma série de outras funções ainda complexas a minha topeirice.

VideoOct 27, '08 9:13 AM
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Eis Mariana Lexki.



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Blog EntryOct 25, '08 7:57 AM
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Café En Blanco y Negro, Zona Nova - Wifi para clentes.



Meninos, que maravilha de noite de sexta-feira tive. Fomos, Mari e eu, ao encerramento do V Festival de Internacional de Curtametraxes, porque o site cultural de Compostela (compostelacultura.org) marcava uma exibição das melhores películas para depois da entrega de prêmios - 'sólo para invitados'. Pois muito bem, apenas digo, assim meio de ladinho e com um sorriso de meia boca, que não tardou para estarmos as duas lindíssimas na primeira fila do Teatro Principal - destinada, claro, à imprensa durante a cerimonia Vip. Rá. Que tal estou? Posei pra foto, lógico, Joselita, como eu já disse, acorda ouriçada quando tou perto da MariLéxki.

Vamos às pompas. A princípio, fomos recebidos por uma banda de um contrabaixo (será? perdoe, querido), também um violino e um violão - bem mais reconhecíveis a minha leiga cognição musical. Mesmo sem saber o nome dos instrumentos, a música me agradou muito. Mais ainda quando entrou sapateando uma mulher que, tomando posse do microfone, transfigurou-se lindíssima. Ah, essa minha voz de pata rôca acaba comigo.

Os apresentadores também eram um show a parte. De verdade. Eram três atores circenses que ocupavam o palco e o riso da platéia. Não me segurei e fiz fotos deles também, mas no celular, assim que estão terríveis. Sim... E a sessão de premiados. Quando se vai a uma sessão de curtas em um festival, é comum que se assista a uns seis filmes dos quais se aproveitam dois ou mesmo um só. Claro que na repescagem tudo fica mais complicado, são todos potencialmente bons. Os de ontem não só potencial como efetivamente eram muito bons. No intervalo de um para outro, me atacou uma coceira nas mãos e tive de sair ao mesanino que estava escrevendo nas calças.

Há alguns dias, estava ainda desgostosa do tamanho da cidade. E a gente sempre me dizendo que esperasse as aulas começarem, que Santiago é muito cultural, e eu sem lhes dar crédito. Que maravilha de agenda cultural, chicos, estou metida numa delicinha de lugar. Essa noite, vamos a uma peça de Brecht e assim vamos levando. A vida, nesse exato momento, está tranquila, alguns detalhes por resolver, mas nada complicado. Assim que me despeço com beijos e abraços sorridentes.

Jana.

Blog EntryOct 12, '08 11:33 PM
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Está tudo no estalo, um segundo de desatenção e voilà o tempo constrói sentido. Você pode ir à Espanha, viver na Galícia, passar pela Catedral de Santiago, ser apresentada à sombra do Apóstolo... E fotografar-se em todos esses momentos bárbaros. Sim, pode-se fazer tudo isso, sem que se viva tudo isso, sem que seus olhos se encham da cor de tudo isso, sem que você esteja desperto. Às vezes, tudo o que você precisa é ser confundido com o cenário pra perceber a força da sua própria sutileza.

Então uma idéia: façamos uma feijoada, meus amigos, no domingo do aniversário da queridíssima Ju. A casa se enche de gente, o cheiro que vem da cozinha acalora a conversa. Os meninos tomam posse dos instrumentos, o som toma tudo. A dança, a voz rouca, as gargalhadas. Deita, canta, ri... Tonto, torto, roto. Quem quer saber, você está em casa. Entende agora? Lar.


Meus queridos afetos brasileirinhos, aqui de onde estou, posso parecer distante assim por tão cheia de novas e novos, mas me sinto enraizada a vocês como nunca. Essa mulher que se forma é toda feita dos nossos planos e conversas e convívios.

Família, quero com meu sorriso render uma homenagem. Mães minhas, recebam meu amor de asas, obrigada por me permitirem voar.

Aos que chegam agora, bem-vindos. Eu sou a Janaína do Brasil.


Blog EntrySep 25, '08 6:08 PM
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De Vagar, 21h21 de segunda, recém chegada de Lisboa.

Meus queridos amigos,

Estou exausta de felicidade, por isso ainda não posso descrever senão sensorialmente os dias que há pouco vivi. Estive em Lisboa com o Tiago e a Mariana; ele, como alguns devem lembrar, vive comigo, ela é mestranda em jornalismo e literatura e faz parte da minha coleção pequena, porém maravilhosa, de achados em Galícia. Enfim, alugamos um carro a fim de encontrar amigos em Portugal e por lá ficar uns dias. Olha, idéia melhor ainda não tive desde que cheguei.

Começo explicando que a cidade é uma surpresa constante. Perdidos de carro não foram poucas as vezes em que demos de cara com prédios e praças e feiras - ou ainda simples varandas, que coloriram o dia. É meio que um encontro com a própria história, é também um modo fácil de se sentir em casa. É verdade que o português tem uma lógica toda especial, mas isso só torna tudo mais engraçado. Veja bem, tire por isso que vou contar. Pedi as chaves do banheiro do café em que estávamos, o gajo ma deu e pum, qual não foi minha alegria ao perceber, em verde e branco, ao pé da escada, uma placa que dizia ESCADA. Sim. Nem se pode dizer que seja para cegos porque não está em braile. Bárbaro.

Além do quê, por amor maior à Nossa Senhora da Bicicletinha (!), é a terra de Pessoa. A mesa em que ele escrevia e bebericava absinto está lá, intocada e surreal. Caminhar pela Praça do Comércio, pela rua dos Douradores, pela rua Augusta... Ô. Foi uma honra e me causou alguns muitos arrepios. Tudo isso ajuda uma criança a ser feliz, mas não é suficiente. O mais importante de tudo é que nosso grupo sexualizou Lisboa. Fato. Imagine você seis figuras idiossincráticas soltas pela capital portuguesa plantando o terror verde e amarelo sob as bênçãos do Tejo. Pois foi.  Carol, Vivian, Henrique, Mariana e Tiago, a meliante aqui deve a vocês a paixão por Lisboa! Especialmente às conversas intermináveis madrugada adentro sem pontos, parágrafos ou ganas de voltar pro albergue; de bom grado esperando o Metro das seis e meia... Isso colore qualquer praça.

Mas enfim, essa sou eu por esses dias. No mais, fiz a matrícula do francês, minhas aulas começam semana que vem (enfim!!!) e serão pela manhã. Santiago continua igualita, ainda não chove mas o outono já se insinua.

Beijos nos olhos,

Jana.


Blog EntrySep 5, '08 1:11 PM
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Café De Vagar, ao lado da Facultad de Comunicación, na esquina da minha casa. Wi-Fi para clientes.

Meus amados,

Estou muito feliz pelos recados. Também sinto saudades e estou certa de que devo muito do pouco que sou a vocês. Sim, e preparem suas caixas de correio que os postais e cartas estão a caminho.

Vejamos o que posso dizer...

Acabo de voltar da Cidade Velha, onde procurava uma habitación para a estoniana recém-chegada ao ap. Vivemos eu e dois mineiros: Tiago [Piru], o músico cozinheiro, e a Rachel, companheira de faxinas homéricas. Gente buenísima. Os dois são mestrandos em turismo, eu sou a mascote que faz graduação e usa meias róseas de elefante.

Só que agora estamos em cinco no ap. Além da chica, há também o Antônio, carioca que veio defender a tese de doutorado, fica duas semanas. É uma casa movimentada por assim dizer. Além do mais, dá de cara com a faculdade de jornalismo e meu quarto já está super mulherzinha, com as fotos de vocês espalhadas por todos os lados.

Quanto a emprego, segunda faço uma entrevista em uma lojinha. Se der certo, é temporário, só por esse mês; mas o salário é bacana e só se trabalha nos fins de semana.

Estou apaixonada por Santiago, companheiros. É genial. Não consigo escolher as palavras. Se eu tivesse criado alguma expectativa em cima do primeiro dia aqui, terça-feira seguramente estaria muito além. Juliana [companheira paulista de aventuras] e Piru foram ao aeroporto me buscar e voltamos a Santiago de carro. Aqui chegando, organizei os pertences, desfiz a mala e curti a casinha.

Por volta das onze, fomos ao centro antigo. Depois da visão estonteante da catedral e de passar pelos adros de acústica impecável em que tocam músicos credenciados pelo governo [e muito muito bons], paramos na Casa das Crechas. Era dia de Jam Session. Explico. O bar em questão é de pedra, sei lá quantos anos tem aquele prédio, e, no subsolo, músicos brasileiros, galegos e etc se reúnem para ensaiar. Meu amigo... Eu não tava acreditando no que tava acontecendo. Bão demás. Pedro apareceu por lá, está super diferente e foi muito feliz revê-lo tão apaixonado.

Fiz a prova de espanhol e fiquei no nível mais avançado. Isso seria maravilhoso não fosse pelo detalhe de só haver uma outra pessoa no mesmo nível até então, o que forçosamente significa que devo esperar até estarmos em maior número para que comecem as aulas. Trocando em miúdos, estou mais desocupada que malandro carioca. Pero no pasa nada, enquanto isso, leio bastante, aproveito bem as noites musicais e bato perna nessa vidinha difícil que levo já tem um mês.

A burocracia também me tomará um tempo. Devo me matricular na faculdade e ir à polícia semana que vem. Além disso, estou de olho em aulas de teatro e de francês. Tudo isso deve estar encaminhado sexta que vem, quando escrevo o próximo boletim.

Um beijo grande em vcs todos!

P.S. Perguntem através dos recados que eu respondo, tá? Não dá pra falar tudo aqui senão fica cansativo pra vcs.

Blog EntryAug 23, '08 8:59 AM
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Oi, amados.

Faltam 10 dias, e um misto de vontades e surtos começa a se manifestar. rs. Estou radiante, com o visto em mãos desde ontem [ainda estava em FOR] e doida de desejo de me espalhar por aí. É bem isso o que tenho feito. Andando pelo Centro, quase fui atropelada no famoso cruzamento da Ipiranga com a São João porque estava ocupada mudando a estação de rádio. Conheci a rua Aurora [gente, é uma rua], o Páteo do Colégio, blá-blá.

Mas o que me surpreendeu e me fez brilharem os olhos foi uma pracinha perto da rua do Comércio, ainda de pedras portuguesas, com bancas de madeira, coreto e telefones públicos antigos. Linda. No meio da muvuca geral da capital super globalizada que é SP, aquele pedaço de século passado vivo [!] Não é um museu, entende? Bárbaro. Visitei a Bovespa, voltei ao Mercado Municipal [tâmaras secas por 15 reais o quilo não se esquece fácil assim]

Sim, eu disse voltei. Lembra que meus tios vieram dia 14? Então, encontrei com eles na 25 de março [ó céus] e de lá rumei com os homens pro Mercado Municipal enquanto as mulheres se esbaldavam em sacolas na tal da rua. No Mercado... caiu meu queixo. É como eu disse agorinha, não é um museu, é cultura viva. É super delicioso de ver, de interagir e, claro, de comer. Putz, cada amostra grátis de fruta [seca ou fresca] e doces de arrancarem o coração. Só que nem só de malaquice vive o homem, por isso subimos e pedimos o famigerado [e carésimo] pastel de bacalhau. O tempero do recheio é muito bom, mas, ah, é um pastel normal. Agora o doce sírio... Que babado. Me escorei na coluna pra não me derreter no chão. Ui.

Como eu previa, meus tios aqui me trouxeram muita alegria. Eles ficaram hospedados no Fórmula 1 da Consolação de que não larguei o osso o quanto pude. Entre conversas acerca da sexualidade de Nietzsche [meu tio apoia minha teoria!] e abraços apertados na hora do reencontro [toda linda esperando por mim na porta da loja], foi como ver o mar [bregão do 14bis na caixa!] Raiz é raiz. Não tem igual.

 Continuando minha saga pela cidade. Ainda no centro, assiti a um filme franco-espanhol no Centro Cultural BB. Adorei. Música cigana, sabe? Flamenca. Ai ai. O filme se chama Vengo. Falando em filmes, Coeurs é delicioso. Quem tá em dúvida, vale a pena. Quando ao Wagner Moura, Maria... é com profundo pesar que eu trago a nova de que EU COMPREI O INGRESSO pra domingo que vem! Ah, garota, Hamlet que me aguarde =)

Ele se apresenta na Faap, que fica em Higienópolis, que é um bairro delicioso pra passear. Lá topei com outro lugar que me deixou boquiaberta. Desci uma ladeirona pra pegar o ônibus de volta pra casa. Entrei num vale no meio da cidade e quando olhei ao redor a vista me paralisou. Estava nas mediações do Estádio do Pacaembu, alí na Charles Miller. Gente, os prédios cheios de vertigem e charme, aquela imensidão de alfalto, as pequenas praças mediando, o estádio, os carros. Putz, nessas horas queria ser arquiteta [ou fotógrafa]

É muito, preencheria um sem número de parágrafos. Por isso fico por aqui.

Um beijo doce [rs] e um abraço apertado,

Jana.

Gente!

Tudo bem, cheguei em São Paulo dia 2 de agosto, há 11 dias. Aqui vem o primeiro boletim oficial.

Estou feliz. Muito importante isso. Com saudades - juro, mãe! Mas a cidade tem me feito bem. Tá, o algodãozinho que passo no rosto ao final do dia fica preto e isso é super bizonho... Nada é perfeito. Olha só, eu passeio no Ibirapuera de bici, visito museus, vou a teatros e cinemas, vou a barzinhos vez ou outra, dou uma passadinha na livraria Cultura quase sempre... Vida mansa, entende? Logo em São Paulo, onde parece que as pessoas trabalham mais do que vivem - mais do q sonham e muito mais do q pensam na morte da bezerra. É. Fazer o quê. Tou podendo, de férias em agosto.

Li, Clá, Má, Ana e Gabi! Vcs de guias aqui trariam ainda mais sorrisos, viu? Pedalando no parque fico pensando na Li q nunca foi no Ibirapuera. No dia em q cheguei, passei em frente à galeria do rock e lembrei da Clá nos tempos de Clubber rsrsrs. Má, de vc lembrei no PromoCenter, vou comprar um gravador igual ao seu. Vc já pegou c/ a mamãe? Ana, entendo muito quando vc fala nas comidiiiinhas! E Gabi, faça o favor de dar notícias dos filhotes da Lara, o q tem de labrador nessa cidade passeando no domingo, só vendo!

João, ô Joãozinho, vem pra cá, vem! Uma lente q vc deixa de comprar, só! =p Fico imaginando vc serelepe por aqui. Enlouquecido!

À esquerda: amanhã começa a Bienal Internacional do Livrooooo! Crêem? Ui Jesus... Vou ver se gravo umas palestras, porque o q vai rolar de figurões do jornalismo não tá no gibi. Daí mando pra vcs.

Foto não tem. Sei lá, não senti vontade ainda. Fiz uma foto na Oca, onde tá tendo uma exposição sobre a Bossa Nova - Maria do meu coração, lembrei de vc demais, mas não vale a pena postar. Registrei porque achei bacana a instalação e quis guardar como arquivo de idéias. Buuu, fiz um vídeo em homenagem a vc, tem a ver com a Maysa. rs Depois mando.

Meninos chatos... Cadê a carta, terminaram? Enviaram pro Debal? Olha lá... Cada um q me aparece. E vc, Debal, vê se não pira o cabeção, faça o favor. Gut, um e-mailzinho pra amiga distante não dá dor de barriga, viu? Como tá o meu aquário favorito? [Lena, esquenta não, semana q vem a gente vai no Dragão]

Amanhã meus tios chegam na cidade, o q me deixa muito menininha q ganhou pirulito de caramelo. E mais pra frente uma representante do clã Esteves Mascarenhas Pereira desponta por essas paragens também, né? =)

Mãe, vó e tia Juuuuus, vcs sabem, né? Muito. Vou abraçar a tia Nádia amanhã, mas é pra vcs tb.

Então, pimpolhos, é isso.

Bjos na testa,

Jana. 

Blog EntryJul 25, '08 10:33 AM
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Na varanda, de lingerie, às cinco da manhã, sente-se no frio. E pede ao céu aclarado um pouco de terra, a fim de se apresentar ao outro como seja.

Bem-te-vi, fumaça das narinas. Bem-te-vi, nuvens gris na linha dos concretos [ainda assim, um é tão e sempre distinto do outro] Bem-te-vi, muito em breve, será de nova passarinho. Agosto dos futuros recuerdos.

'Se não lhe vale uma jura, toma esta ao menos na dança de hoje. Jure não, mas fique.'

Da primeira ida à gaveta, pegou um pedacinho já rabiscado pra ir bem alí concluí-lo com dois anos de atraso. Da segunda, escolheu um em branco. Então, ainda em compasso de passos repetidos, coloriu este também. No rouge de antes, ela de agora enternecida pelo reencontro, aflora o prazer destas palavras amanhecidas pelo deslocamento no espaço. Ela conclui que, muitas das vezes, mister é mover-se de lugar para fazer caminhar o tempo. Talvez intua que os dois senhores não avancem senão juntos. Assim, uma decisão que se tome por um, irremediável é que ao outro altere [sendo o estar-humano a mescla de pulso que resulta dessa transa]

Terceiro pedaço [maior] de papel em branco.

Haja tesão pelo afora. E mais pelo que há de vir pousar a seu lado por culpa de um só chamado - longínquo no tempo, tão perto no espaço. Tão claro.

Anuvia, não contentam acertos de flauta. Deixa errar um pouco. Não um erro dela que a ela macule, nem aos outros. Mas um pecado ao suposto estabelecido, um erro nas idéias que não são dela, mesmo que a ela pareçam emoldurar. Que são idéias...[?] O alheio. Portanto, na sede de se divisar do que está fora, classifica enquanto olha: telhado, planta, poste, nuvem, arranha-céu, corpo e o que ela disso vê [no inteligível que lhe cabe, pelo inconcebível que a ela poderia definir, se a natureza assim o permitisse]

Fugir de si, não. Abre os olhos a menina, quer crescer do lado de fora de casa. Vai amar, talvez doa. Vai doer, talvez sare. Vai sarar voando.

Daqui de dentro, água de fogo fruindo alma de vento [soprando pra se sentir]

Bendito o mundo, ela está incompleta mas é inteiriça, É mas. Esse mas que não se basta porque se sobra.

Os sinos da igreja badalam seis horas [anunciam o tempo de lavar os pés no mar]

Vai grata pelo chão em que nasceram seu nome e seu corpo.
Despede-se dele sem pressa, mais por ritual que por partida.
Já que bem sabe que nela ele ecoa tantas vozes quantas outras vozes ouça.
Tanto quanto experimente, experimentará do mar de onde veio.

Ela é onde pisou desde pequena. Ela é quando nasceu. Quem por ela cruze nesse vasto porvir é com um estar que cruza. E, mesmo isso não sendo pouco, não qualifica o reino infindo que ela [apenas] figura. Sem ele, seria ela rasa flor do vento, transparente e irresoluta. Por apenas não ser de ar, por ar se embala e se transporta. Mar de brasa confundido em algodão gris.

Desnuda-se não para que a vejam, ainda que seja inevitável [e adorável]. Entrega-se simplesmente para que jamais cometa a gafe de contentar-se consigo.

Mulher do mar. Mar de mundo.

   
tainars24 wrote on Sep 5, '08
Meu amor, leio suas narrativas com tanto prazer que até parece que vc já é Prêmio Nobel de jornalismo...kkkkkk
Só te digo uma coisa: Se joga pra vida, pq minha torcida é toda sua!!!!!!! Te amo de verdade!!!!
janainabras wrote on Aug 19, '08
mayzona, minha vaquinha.

vc sabe q é minha amiga fodaça, vc arrasa. não é difícil enxergar sucesso pra ti.

quanto aos planos, vc tem razão. a visão é o q sustenta. permanece como te disse. e, se mudar, vai ter realmente valido a pena pelo movimento q iniciou.

estou lendo uns livros por esses dias. mas um tem sido muito especial. chama a A Alma Imoral. é catarse múltipla.

a vida anda boa, mas isso é o tema do próximo boletim, q deve sair essa sexta.

besos en los pelos rubios.
varandademay wrote on Aug 18, '08
Olha eu aqui!
Bom demais saber das suas boas notícias, menina. Feliz mesmo, Jan. Feliz com as coisas que estão acontecendo aqui, com um turbilhão, uma onda enorme que me caiu na cabeça e arrastou pra pensar um ano além e agora, tendo conseguido subir na prancha e organizar esse tsunami, digamos que estou surfando como nunca e suponho entender agora um pedacinho desse seu momento: essa coisa de enfrentar a covardia da comodidade e se lançar de uma vez, topar fazer mais, pensar no seu FUTURO, não em amanhã ou depois, mas no futuro, no que você quer ser quando crescer.

Quando, naquele banco do ventão, você me disse dos seus planos (Espanha, Londres e n sei o que... lembra?), fiquei apavorada com a sua visão prolongada da vida toda. Talvez o que me disse mude um dia (talvez ja tenha até mudado), mas imagino que o que sustentou tudo aquilo não morreu: a bendita inquietação dolorosa, mas fascinante.

Estou inquieta agora, inquieta e tranquila ao mesmo tempo, pq tenho planos e estabeleci metas, modestas, mas metas e tenho de novo um motivo macro, entende isso?

As suas boas notícias nessa empreitada louca, mas imprescindivel, só me fazem ter certeza de que não importa se as coisas vão sair do nosso jeito, pq o importante mesmo é fazer, sabe? É tentar, é ter a ambição estúpida de ter as duas melhores professoras do curso como suas orientadoras e de ser aprovada com louvor numa droga de graduação pq vc é pretenciosa a ponto de achar isso pequeno demais. Quero meus dois pés fincados no mestrado qdo defender minha monografia e to sentindo isso mais perto agora. Como disse, pode ser uma meta modesta, mas é a minha.

Como é que anda a sua, hein, flor?

Espero que no seu coraçãozinho esteja pairando isso que tenho sentido: rejuvenescimento (como se eu fosse mto velha...xD).

Mil abraços apertados e cafunés.
janainabras wrote on Aug 18, '08
ah meninas, o problema todo é q estou aproveitando para além das minhas posses! la plata se está acabando! rsrsrs.

mas enfim, é como a Má diz, se não faço, depois me arrependo, né? que remédio, depois vendo minha mão-de-obra meio barata na lavagem de pratos espanhóis.

e tinha mesmo q ser vc, Má, pra me chamar de cult-bacaninha na cara dura assim, né? já esperta, eu deixo. sou meio tola às vezes, mas a esperteza tem vários disfarces ;)

bjos no pé.

clááá, minha amêndoa do sudeste! =) case-se, mas mande as fotos e o relatório completo pra essa amiga de cá, hein? cuide-se bem e diga ao auyto que preste atenção no serviço!

bjos, amada.
clararipe wrote on Aug 16, '08
tinha que ser um blog cult-bacaninha... jana, mas tu é mt esperta! ao invés de ficar respondendo as mesmas coisas 300 vezes por scrap e msn, fez um blog com recados pra todos! tenho q aprender essas coisas contigo...

compra TUDO em são paulo! tudo é mt legal e bem mais barato.. essa história de custo de vida mais alto é só pra comida (resforçando o que a lala disse, aproveite as delícias gastronômicas por aí) e transporte. vá à josé paulino pra comprar umas ropuas pra viagem. lá tem umas coisas bem bacanas num preço melhor ainda!
ainda não peguei meu mp3, mas vou pegá-lo ainda esse ano! hahahahahahhahaha
e não economize nos shows. é o tipo da coisa q depois a gente se arrpende de não ter ido.
saudade e continue atualizando!
bjo, má!